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Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Unidade da luta de classe foi o recado da oficina sobre o papel dos trabalhadores na economia brasileira

Políticas adotadas pelo governo brasileiro são méritos dos trabalhadores

Reforçar a unidade e a luta da classe trabalhadora foi o recado dos painelistas na oficina A Crise Capitalista Neoliberal e o Papel dos Trabalhadores no Fortalecimento da Economia Brasileira, realizada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Alimentação, com apoio da Fecosul e do FST (Fórum Sindical dos Trabalhadores) que aconteceu na sexta-feira (27), no auditório da Fecosul. A programação do Fórum Social Temático 2012 teve como painelistas Altamiro Borges, jornalista do Centro de Estudos Sindicais, Artur Bueno, presidente da CNTA, e Antônio Lima representantes do MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados).


Borges fez uma análise da situação econômica internacional diante a crise capitalista que atinge os países ricos, como os Estados Unidos, Alemanha, França, Espanha e outros. Ele também apontou que estes países trabalham muito com dinheiro virtual, o tal setor especulativo. Borges fez uma comparação com o Brasil que teve efeitos minimizados da crise devido a alguns investimentos do governo como aumento do salário mínimo, e políticas sociais como bolsa família e minha casa minha vida.


“Estas políticas geram emprego, e se geram emprego geram renda, como mais dinheiro no bolso os trabalhadores consomem mais, assim aumenta a produção. E se tem produção a economia gira no Brasil, ao contrário dos países ricos que cortaram os investimentos públicos e investiram o dinheiro do governo nos bancos quebrados, e o povo ficou sem dinheiro”, explicou o jornalista do CES.


Mas segundo Borges, estas políticas adotadas pelo governo brasileiro são méritos dos trabalhadores que pressionaram e se mobilizaram para que isso acontecesse. “Neste sentido a unidades das centrais sindicais foi fundamental e por isso é importante a união dos trabalhadores com sentido de classe e não luta por categoria. Uma categoria sozinha não tem força, mas a classe dos trabalhadores, ou seja, todos juntos pressionando é possível buscar muitas conquistas”, observou o painelista.


Miro chamou atenção ainda que têm sindicatos pensando apenas em reivindicações pontuais como Painelistas defenderam valorização das lutas pelos trabalhadoresvale transporte, refeitório, banheiro dentro das empresas. “Isto é importante também, mas é preciso atentar para uma política mais ampla, onde todos sairão ganhando. E ainda vemos centrais e sindicatos pregando a pluralidade sindical. Eles não entendem que quanto mais dividir os trabalhadores, mais fraco fica o movimento e isso só interessa aos grandes empresários que são quem ferra com os trabalhadores”, alfinetou Borges. Ele ainda chamou atenção para a necessidade da formação política dos sindicalistas. “Politização não é partidarização”, finalizou.


Concordando com a explanação de Borges, Antônio Lima, acrescentou que os trabalhadores precisam se valorizar e se darem conta de que as conquistas de hoje são frutos das lutas dos anos 70 e 80. “A luta é constante e os efeitos das lutas que fizermos hoje aparecerão amanhã, mas é preciso defender os nossos direitos de forma unitária. Nada foi em vão”, registrou o representante do MTD.
Na mesma linha também foi a intervenção de Artur Bueno que defendeu a necessidade de valorização das lutas dos trabalhadores. “É preciso analisar que tipo de luta estamos fazendo, o que estamos reivindicando. Hoje estamos trabalhando muito mais do que há 20 anos, o rítimo é  mais intenso e por conseqüência os acidentes e as doenças profissionais atingem muitos mais trabalhadores”, observou presidente da CNTA.


Artur Bueno também reforçou a posição de Borges de que a luta dos trabalhadores não pode ser de categoria, mas de classe e com unidade.


Texto e foto: Márcia Carvalho, assessoria Fecosul

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